segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

 caçador de pipas
autor: Khaled Hosseini.
postado por: lorena andrews 

O caçador de pipas, de Khaled Hosseini,conta a história de Amir, um garoto rico de Cabul, no afeganistão, que é atormentado pela culpa de ter traído seu criado e melhor amigo, Hassan, filho de Ali, também empregado do seu pai.
A história tem como cenário uma série de acontecimentos políticos tumultuosos, que começa com a queda da monarquia do Afeganistão em Julho de 1973, a deposição do rei Zahir Shah, o golpe de estado comunista na União Soviética, em Dezembro de 1979, a consequente massa de emigrantes refugiados para o Paquistão e para os EUA e a implantação do regime militar pelos Talibãs.
Em um Afeganistão bem diferente do de hoje, Amir é um menino tímido, que gosta de escrever histórias e foge de encrencas. Seu melhor e único amigo é Hassan, filho do empregado de seu pai, que o protege e lhe dedica idolatria total.
O passatempo preferido da dupla é empinar pipas, e Hassan tem um dom especial para encontrá-las, quando cortadas, antes das outras crianças. Enquanto uma dúzia de garotos corre pelas ruas de Cabul seguindo as pipas coloridas, Hassan já sabe exatamente  onde cada uma delas cairá. E lá aguarda, confiante. Mas é justamente em um torneio de pipas que a amizade dos dois toma um rumo diferente. Hassan vai sozinho atrás de uma pipa e acaba sendo encurralado por meninos que, por preconceito com sua etnia hazarae, o violentam.
Amir assiste a tudo, escondido e com medo de intervir. Só que, mais tarde, passa a ser torturado pela culpa e pelo arrependimento e não tolera mais a presença do amigo.
Os dois se afastam, magoados, mas têm de enfrentar problemas mais graves quando a União Soviética invade o Afeganistão e, depois, quando o Talibã domina o país. Amir e seu pai são obrigados a fugir do país e a reconstruir a vida como refugiados nos Estados Unidos.
Já adulto, Amir faz faculdade e se apaixona. Porém, a vida, que parecia ter ficado na calmaria, muda novamente de rumos, a partir do momento em que ele decide voltar a Cabul para encarar seu passado.
Entretanto, o filme não consegue passar ao telespectador a mesma sensibilidade que o livro tem, pois não chega a atingir o mesmo nível dramático deste último.
Na transposição da história escrita para as telas, foram cortadas passagens de tempo e muitas cenas como aquela do dia do aniversário de Hassan. No livro, ele ganha do babá de Amir uma cirurgia para operar seus lábios leporinos; e, no filme,  um estilingue.
No final de tudo, Amir Jan se reencontra com seu passado, tendo que mostrar que se arrependeu e concertar tudo para que possa viver em paz.
Este filme trata de família, amizade e, acima de tudo, redenção. Amir Jan terá que provar seu arrependimento, resgatando das mão de Assef (maior inimigo de Amir), protagonista anti-herói, o filho de seu melhor amigo e irmão, seu sobrinho. E terá que dizer "por você, faria isso mil vezes".
Apesar de toda a poesia e da visão idealizada apresentadas no filme, nada impede que tenhamos um posicionamento crítico sobre a cultura e história de Cabul e do Afeganistão. O caçador de pipas problematiza questões históricas e culturais presentes no romance original.

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