quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Site Interessante sobre Literatura, Cinema e Comunicação

http://www.intermidias.com/

Galera, vale a pena conferir esse site. Tem até um dossie sobre diversos autores, inclusive a Jerusa Ferreira.

Brokeback Mountain


Exibido entre 2005/2006 nas salas de cinema de 'quase todo mundo' "Brokeback Mountain" é muito mais do que uma simples história de dois cowboys "não-heterossexuais".

O filme tem a direção de Ang Lee e foi baseado no conto de Annie Proulx, que foi publicado na revista 'The New Yorker' em 1997.

O amor não é tão retratado nesse filme, mas sim o quanto ele pode ser abafado, seja por medos, preconceitos ou pela sociedade hipócrita e moralista(falso moralismo), no caso, dos Estados Unidos.

Dois rapazes, um rancheiro e um peão de rodeio, têm suas vidas cruzadas ao trabalharem juntos na montanha Brokeback. Ennis Del Mar(Heath Ledger) é um jovem órfão e reservado e jack Twist(Jake Gyllennhall) é extrovertido e brincalhão.

Ennis busca nesse trabalho dinheiro para poder se casar, enquanto Jack quer se tornar um grande campeão de rodeio. Os dois jamais poderiam imaginar que um simles trabalho temporário de verão iria marcar suas vidas para sempre...

Quando o trabalho termina, eles descem da montanha e se separam pois não pretendem levar o sentimento adiante. Entra em cena o conflito entre a identidade sexual e a repressão social.

Quatro anos depois eles se reencontram, já estão casados e com filhos, mas ainda estão apaixonados um pelo outro, ou melhor, ainda se amam!

Há cenas de sexo/amor entre os dois homens/amantes/amigos sim... mas nada muito explicito.

Foram duas décadas de relacionamento, encontros escondidos, discussões, envelhecimento e tristeza causados pela distância e solidão marcadas em momentos introspectivos até a explosão psicológica e sexual.

"Brokeback Mountain" é um filme forte, sensível, marcante e que faz chorar. É uma grande história de amor entre dois homens. História essa que sería fácil taxá-la de 'filme gay' ou qualquer outro rótulo gay, caso o filme não fosse tão verdadeiro e atual a ponto de nos fazer pensar e refletir sobre a intolerância, a falta de compaixão, a falta de respeito e de liberdade que nós seres humanos impomos sobre os outros.

Por Matheus Demeteri
     

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Série Télévisé-SUPERNATURAL-Postada por André S. Pereira


Je vous présente, Supernatural une des meilleures série télévisée qui est sortie dans ces derniers temps, depuis Archive X, bien sûr !


L’histoire n’est pas tout à fait nouvelle, mais il y de la creativitée, de l’action, des dialogues intelligents, des ange, des démons, Dieu, des diables, l’apocalypse,du sang, des vampires, des loups-garous, des dames blanches, des épouvantails, draculas, etc...

L’histoire commence quand le père Winchester donne une ordre à Dean (le frère ainé) d’emmener Sam (le frère cadet) au dehors de leur maison plus vite possible, car un démon qui voulait détracter Sam de son berceau, colle sa sa mère au plafond et puis, il y met le feu.



Après cela, le père qui est un très compétant chasseur de démon, apprend  Dean à tué les forces du mal et a protéger son frère. L’aventure continue et les frères Winchester deviennent de plus en plus professionnels. Ils ont des armes très spéciaux (balles de sel, un colt -espèce de révolver fabriqué par un célèbre chasseur de démon-, crusifix, des piquets en bois,  de l’eau bénite et même des prières en latin qui exorcise les démons) et une agenda qui contient quelques secrètes de plusieurs légendes surnaturels du monde.

Le Père Winchester mort, un démon envoi Dean en enfer et Sam découvre qu’il va devenir un démon très puissant. D’ailleurs, il en était déjà un, c’est-à-dire, il en a été toujours un dès sa naissance, cependant ses pouvoirs apparaissent au fur et à mesure qu’il les maîtrisent.

Voilá, c’est tout ! Je ne peux pas tout vous raconter. Maintenant, c’est à vous de le découvrir et de vous surprendre. Donc, vous ne pouvez pas perdre les prochaines épisodes.

Tous ce que je pourrai vous dire, c’est que ce film d’épouvante est trop cool, man !

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pulp Fiction - Tempo de violência.



Por Taiane Natividade. (TN)


Fora da ordem cronológica Pulp Fiction é basicamente composto de três estórias interligadas, de drogas e de sangue, isso bem misturado na cena de overdose de Mia Wallace (Uma Thurman) ou nas de violência (quase) cômica durante todos os 154 minutos de filme.

De um assalto cometido por um casal e uma execução cometida por Vincent Veja (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L Jackson) logo nas primeiras cenas, que inclusive, só termina nas últimas, o filme se desenrola com tantos barulhos de tiro quanto com falas de personagens. 

Primeiro busca-se dinheiro, depois se busca uma maleta e depois a diversão da esposa de Marsellus Wallace (Ving Rhames). A estória segue com um boxeador Butch (Bruce Willis), sua esposa Fabienne (Maria de Medeiros) e o grande chefe Marsellus, até que a falta de cronologia é esclarecida, quando as mortes constantes já não assustam tanto e podem até ter se tornado monótonas.

Contudo, é uma excelente produção de Tarantino indicada para o Oscar de Melhor Filme de 1994, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original do mesmo ano e Vencedor da Palma de Ouro em Cannes.


Título original: Pulp Fiction;
Origem: EUA;
Lançamento: 1994;
Gênero: Policial, Crime organizado;
Direção: Quentin Tarantino;
Roteiro: Quentin Tarantino e Roger Avary;
Duração: 154 minutos.

Os Simpsons - O Filme 2007



“Os Filósofos fazem virtuosos solos de guitarra, enquanto Homer providencia a base com riffs da pesada”



Título original: The Simpsons Movie
País de origem: EUA
Ano: 2007
Gênero: Comédia Nonsense
Distribuidora: Fox
Direção: David Silverman
Elenco: Dan Castellaneta, Julie Kavner, Nancy Cartwright, Yeardley Smith, Harry Shearer,
Hank Azaria.

HOMER E PLATÂO: Protagonizado por Homer Simpson, um antiintelectual, foi estudado por filósofos, religiosos, psicólogos e cientistas. Por que eles levam tão a serio o desenho animado, que felizmente chegou a telona em seu primeiro longa- metragem.

The Simpsons é arte?

Respondo com um sonoro “sim”, o produto pop mais levado a sério por todos os campos de poder e conhecimento.

Sem ele, muita coisa não seria igual!

Não seria absurdo para mim, se todos nós aprendemos mais sobre perigos ambientais com essa família disfuncional, do que com o Greenpeace.

Por que assistir?

SÁTIRA DO MUNDO ATUAL: Embalado por uma serie de paradoxos. Criada em 1987 em um formato associado ao publico infantil, com o pré adolescente Bart como protagonista, a série foi fundamental para o reconhecimento do desenho animado como entretenimento adulto, ao levar o patriarca Homer para o centro dos Holofotes após um par de anos no ar. O seriado é inspiração para uma tendência de animações, seriados e filmes sobre famílias disfuncionais. Criada pelo gênio Matt Groening com um espírito totalmente libertário.

Ela capta o Zeitgeist, o espírito do nosso tempo.E não se pode negar essa constatação ao criar um desenho estrelado por um sujeito consumista e apolítico, viciado em TV e satisfeito com a sua própria ignorância, Groening fez um retrato preciso não apenas do americano médio, mas de um certo padrão de cidadão Global na virada do milênio, não é a toa que o apresentador Wiliam Boner definiu o espectador comum do Jornal Nacional como um Homer Simpson e é arte pois vai muito além e cria um universo próprio com características bem particulares , também tem cada personagem com profundidade e complexidade.

Os Simpsons são um produto do mundo atual, mas o mundo atual é também um produto dos Simpsons. Possivelmente olharão para o desenho de Groening como uma tradução confiável do nosso tempo.

Tem um forte impacto cultural e varia entre extremos: do erudito( verbetes da série são incorporados ao famoso Dicionário Oxford) ao corriqueiro ( rede de supermercados com o nome Kwik-E-Marts, o mercadinho do personagem Apu no desenho para promover o longa). Casos ilustram uma das maiores virtudes de Os Simpsons, ele dilui as fronteiras entre alta cultura e cultura de massa, realizando o maior sonho do artista plástico Andy Warhol.

RELIGIÃO: Existe nesse desenho verdades sobre a natureza do homem que se igualam a de muitos estudiosos , porém de forma mais simples, nunca simplista. Eles vão as missas todos os domingos, agradecem a Deus nas refeiões, citam a bíblia e rezam em voz alta-na maioria das vezes por puro desespero.

Como quando Homer desiste de ir a Igreja e escolhe seguir a Deus de maneira idiossincrática, dançando de cueca na sala e assistindo TV , ele explica sua decisão com questionamentos como: “qual o barato de ir a igreja todo Domingo, se Deus está em todas as partes?” e ainda “ E se nós escolhemos a igreja errada?” vejo também uma diferença clara: as sátiras e piadas são contra as instituições, já que nesse Universo todas são corruptas, inclusive a igreja, porém a fé das pessoas e Deus não são satirizadas.



ALGUMAS TESES: Dão uma boa idéia do panorama dessa literatura;

Planeta Simpson: Como uma obra-prima do desenho documentou uma Era e definiu uma Geração, Os Simpsons e a Filosofia, O D’oh de Homer, A psicologia dos simpsons , O que a C iencia já fez por nós: O que os Simpsons podem nos ensinar sobre a Física, Robôs, a vida e o universo e o artigo acadêmico Simpsons e a democracia : Apatia Política, Cultura popular e o Aprendizado de vida como Sátira .

SINOPSE: Na hora da missa do domingo, o avô Simpson tem uma revelação: algo de diabólico irá acontecer em springfield, uma coisa com rabo enrolado. No outro dia Homer tem um novo bicho de estimação, um porco. Devido a um silo perfurado e cheio de fezes (Homer acidentalmente polui o rio da cidade), o maior desastre de todos os tempos. Isto faz com que uma multidão fique sedenta por vingança. O presidente dos estados unidos (Arnold Schwazenegger) e o chefe da Agencia de proteção Ambiental (Russ Cargill) planejam tirar do mapa Springfield para conter o desastre.



Postado por: Jordana Gadelha



domingo, 26 de setembro de 2010

Alice in Wonderland

Alice in Wonderland ou Alice no País das Maravilhas  é um  filme estadunidense dirigido por Tim Burton  e baseado no clássico Alice no País das Maravilhas, escrito por Lewis Carroll. O filme começou a ser produzido em maio de 2008 e estreou no dia 5 de março de 2010 nos Estados Unidos.

Alice, a estrela principal, se encontra em pânico por ter de se casar, foge e mais uma vez cai na toca do coelho. Durante sua estadia em Wonderland (ou Underland), vai aprender conhecer a si própria, ganhando autoconfiança e assim poder voltar à vida real preparada para o que a espera.  Tudo após uma grande aventura em Wonderland.  O filme tem no elenco Mia Wasikowska como Alice, Johnny Depp como o Chapeleiro Maluco, Helena Bonham Carter como a Rainha Vermelha e Anne Hathaway como a Rainha Branca.

Alice no país das maravilhas, como mais um dos filmes esperados de Tim Burton, com seus roteiros fáceis e bem traçados, como já havia se repetido nos dois primeiros filmes da série Batman ou em A Fantástica Fábrica de Chocolate. A presença da magia e universos paralelos de perspectivas bem diferentes são presenças fortes nas histórias de Burton, sem contar com um romantismo sempre previsível. O melhor do filme está na direção de arte,  Tim Burton está em todos os detalhes. Porém, algo novo,  Alice antes vista como a garotinha encantada, agora entra em cena já com aproximadamente 20 anos de idade, surpresa, pois agora é bem madura para uma aventura de imaginações tão infantis. Isso é a grande diferença na “nova” Alice.
No filme encontramos um exagero de tecnologia e vidas virtuais, surpresas mágicas do início ao fim da trama, é o que mais surpreende. As grandes rainhas branca e vermelha tomam conta da atenção, são as verdadeiras estrelas do filme, acompanhando o Chapeleiro Maluco grande interpretação de Johnny Depp. 

Postado por: Isabelle M. Defremont
Letras Hab. Francês - UFPA
Magda Freitas


O filme do francês Jean-Pierre Jeunet é comovente,para muitos a historia parece um melodrama infantil para outros ele é simplesmente incrível.A personagem Amélie Poulain é uma moça solitária ,sua mãe morre no adro da catedral de Notre Dâme e seu pai acaba transferindo todo seu amor para um anão de jardim,já adulta vai morar sozinha em Paris.



Amélie vive fechada no seu mundo interior uma garota que nunca teve amigos e que vive de sua imaginação, esta prestes a mudar sua vida.Um belo dia decide ajudar o mundo.Um mundo que em que todos estão tão preocupados consigo mesmo,tão fanáticos pelo trabalho,tão ausentes de amor e neste contexto ela surge como uma fada.Nesta busca ela acaba aprendendo a ajudar a si mesma.


O espectador fica pasmo com a inocência de Amélie e fica a pergunta:será que ainda existem pessoas tão inocentes?Pessoas dispostas a ajudar um ceguinho a atravessar a rua?

É impossível ficar indiferente diante deste filme.














Batman - O Cavaleiro das Trevas

                                                                                                                             Débora Borges*
Tirado dos quadrinhos, Batman: cavaleiro das trevas é sem dúvida um dos grandes filmes de Christophe Nolan, Porém para entendê-lo e preciso assistir Batman Begins.  Com 154 minutos de filme, o espectador se esbalda em um ritmo alucinante, porém sem se cansar com a trama concisa e alternativamente alucinante.

Nesse filme Batman (Christian Bale) não é, mas um desconhecido de Gothan, agora ele e uma mito, uma lenda, que pode ser a única solução para salvar a cidade que está no meio do caos (diga-se de passagem, no conceito do filme). É nesse momento que aparece a figura psicopata e ao mesmo tempo chamativa do Coringa (Heath Leadger), morto logo após o fim das filmagens que sem dúvida uma das melhores atuações do ano, ou melhor, a atuação mais digna de um coringa ( me desculpe Jack Nicholson) que interpretou um coringa tão bem em 1989. Heath consegue prender-nos diante de tanta maldade e loucura que o espectador e bem capaz de se afeiçoar mais ao Coringa que ao próprio Batman. São lógicas que sem dúvida o melhor do Filme são suas loucuras insanas.

É lógico que grande parte do resultado da atuação se dá pelo sensacional trabalho de composição de Ledger, sumindo completamente por detrás do personagem. Impecável em todos sentidos, desde a maquiagem borrada (que parece ter sido idéia do próprio) ao jeito meio arrastado de se movimentar, com um olhar ensandecido, meio vazio, embriagado pelo caos e pela loucura. É impressionante como, mesmo vestido de enfermeira e totalmente descaracterizado, Ledger cria um personagem com vida própria, que não precisa de nada para ser, já, um dos maiores vilões da história do cinema.

Sem contar as frenéticas loucuras de coringa, a trama também envolve várias outras aventuras que deixam o expectador cada vez mais interessado em querer desvendar os mistérios da trama. Mas é lógico que “Cavaleiro das Trevas” não funcionaria tão bem sem mais um trabalho extraordinário de Christian Bale e seu Batman, dando sempre a impressão de não precisar de mascara nenhuma para se transformar no ícone da justiça de Gotham, ao mesmo tempo em que se separa de toda imagem de Bruce Wayne. Mais do que nunca na história da franquia de filmes, ele percebe que Bruce Wayne é o verdadeiro disfarce de Batman e não o contrário.
 Graças a Nolan, pela primeira vez o espectador ganha o Batman dos quadrinhos, aquele mesmo que há décadas vem impondo suas vontades em sua cidade, não como um exemplo, e muito menos como um herói, apenas fazendo sua obrigação de limpar toda sujeira das noites escuras.
Batman: O cavaleiro das trevas e sem dúvida um filme simples, porém de boa qualidade, os fãs dos quadrinhos agora podem ao menos se deliciar com imagens verdadeiras de seu ilustre Herói que sem dúvida a melhor  filmagem de um Batman de todos os tempos.
*Graduanda em Letras/habil. Francês - UFPA


Avatar - James Cameron - 2009


Renata Lima Vieira*

Discute-se muito à respeito dos efeitos especiais,da alta tecnologia e da animação gráfica que agora consegue ‘’transmitir ‘’ emoções;  alguns (poucos) comentam sobre o olhar do diretor James Cameron  para a ecologia  (com mais intensidade depois que Cameron veio ao Brasil participar da manifestação contra a Hidrelétrica de Belo Monte) já que o romance acontece em meios aos conflitos de interesse pelos minérios raros de Pandora e não importa quantos nativos morram ou sua fauna e flora venham ao chão, desde que a finalidade econômica prevaleça; não deixa de ser uma boa alusão ao nosso comportamento ''desinteressado'' pela natureza , mas além disso, além do espetáculo de cores  e um romance proibido, misto de Romeo e Julieta, passando por Pocahontas e até mesmo trazendo lembranças de Rose e Jack (casal do filme Titanic, mesmo diretor de Avatar), carrega simbolismos e reflexões não comentados pela mídia e com certeza desapercebidos pelos seus telespectadores.
 Por exemplo, o significado do título do filme.
O termo Avatar ficou conhecido na década de 80 devido às figuras criadas à imagem e semelhança do usuário no interior das telas de computador.
 O que não deixa de acontecer no filme: Sully, um soldado paraplégico que através de experiências científicas, se personaliza num na´vi (nativo de Pandora) para trazer informações sobre localização do minério.
 Porém, a palavra avatar, deriva do sânscrito e quer dizer encarnação. A personalização de um espírito divino em corpo de carne, segundo a religião hindu.
Sully é reconhecido pelos espíritos da floresta como o retorno de um guerreiro, ou seja, uma (re)encarnação, a manifestação divina espiritual num corpo material. Mais evidente no final do filme quando o corpo de Sully está morto e seu espírito encarna na pele do na´vi, após se tornar um herói (um deus).
O avatar mais popular na religião hindu é Krishna, que por ‘’coincidência’’ é azul como os na´vis.
 A expressão ‘’I see you’’ (‘’Eu vejo você’’) - faz a cena emocionante e arrancou suspiros das adolescentes que consideravam um ‘’Eu te amo’’ dos na´vis - na verdade diz respeito ao olhar o outro na sua integridade, sentir o outro, colocar-se no lugar do outro. Não deixa de ser uma palavra de amor, mas é mais do que trocas de palavra de um casal apaixonado, carrega a filosofia hindu de respeito ao próximo e à natureza como um todo.
Ainda sobre o hinduísmo:
‘’Sobre a religião Hindu, é dito que ela é como uma grande árvore, com numerosos braços que representam as várias escolas do pensamento religioso. A árvore é enraizada no rico solo dos Vedas e dos Upanishads.’’ http://natyalaya.webs.com/filosofiahindu.htm

Árvore bem representada em Avatar, pois concentrava toda a espiritualidade e harmonia de Pandora e o minério cobiçado estava na sua raiz.

Existem semelhanças com os nossos índios também, desde aspectos antropológicos do contexto social  de organização, relação com a natureza e até mesmo semelhanças físicas e adornos dos índios quase idênticos aos indígenas. A luta dos índios com os brancos, os interesses embutidos...

Há quem diga que os nossos índios são os na´vis de pandora.  Segundo Cameron, ‘’Foram criados para expressar a nobreza e a beleza daqueles que são naturais e fiéis a sua cultura, aí incluídos alguns povos da Amazônia. Acreditam que estão conectados a todos os seres viventes- árvores são seus irmãos, e energia vital é somente emprestada e um dia devolvida a terra’’.

Mas nas entrelinhas do filme, percebe-se muito mais preceitos de Krishna que pajelanças indígenas.

Com certeza Avatar não conseguiu seu sucesso de bilheteria por conter filosofias religiosas, mas pelo apelo da mídia, expectativa e a considerável criatividade do cineasta aliada a tecnologia cinematográfica que é indiscutível, mesmo que o enredo não seja um dos mais fortes.

                                                        *Estudante do curso de Letras /Francês- UFPA



Krishna ainda bebê, dorme numa folha como os na´vis.

Bibliografia

O Pequeno Príncipe ( The Little Prince)

                                                                                                           Postado por: Jéssica Couto



                 Feito em 1974, “ O pequeno príncipe” é um filme musical feito para adultos, mas que agrada todos os públicos, principalmente o infantil. Baseado no livro que foi escrito em 1943 durante a Segunda Guerra Mundial, por Antoine de Saint- Exupéry, um escritor francês que foi piloto durante esse fato e tem como tema de suas obras a guerra e a aviação, “ O pequeno príncipe” traz para o mundo ( já que o livro foi traduzido em mais de 170 línguas e vendeu mais de 80 milhões de exemplares somente na França) um retorno à infância, à inocência e nos faz perceber que esquecemos das coisas mais simples, porém mais importantes da vida.
                É uma pena que o filme não traga todos os personagens do livro, já que o bêbado, o acendedor de lampiões e outros não aparecem na trama. E todo mundo sabe também que os filmes geralmente encurtam os livros (e muito!) deixando muitas vezes o público um pouco desolado, principalmente para quem leu o livro. Quem não leu, não tem muita noção do que pode acontecer. O importante é salientar que todos os personagens tem um ensinamento bom ou mal para o pequeno príncipe, assim como este também tem muitos ensinamentos para dar.
                As interpretações são ótimas. Steven Warner traz toda a magia para o filme com seu olhar meigo e muito penetrante no papel do pequeno príncipe, que passa o filme todo acompanhado do aviador interpretado por Richard Kiley. Quem rouba a cena neste maravilhoso filme é Gene Wilder (A fantástica fábrica de chocolate), a raposa que o pequeno príncipe encontra na metade do filme e que diz uma das frases mais conhecidas: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”.
                O filme tem como primeira cena a história do aviador que quando criança fez um desenho de uma cobra que engoliu um elefante e mostrou aos adultos, porém todos disseram que o desenho era um chapéu. O menino cresceu e se tornou um aviador rico, contudo nunca mais fizera desenho algum. Durante um vôo sobre o deserto do Saara, o avião tem uma pane, e faz um pouso forçado.
                O piloto adormece do lado de fora do avião e quando acorda, pela manhã, se depara com um garotinho, bem loiro, com uma roupa semelhante a de um príncipe. “Me desenha um carneiro?”, é a primeira coisa que o garoto pergunta. O aviador desenha a única coisa que sabia fazer na infância, porém que ninguém conseguia explicar o que era. E incrivelmente o pequeno príncipe sabe do que se trata o desenho do aviador. O homem fica espantado, pois nunca, nenhuma pessoa soube dizer o que era tal coisa. É a partir daí que o filme mostra quantas coisas simples e importantes deixamos passar ao longo da vida e que os olhos dos adultos, muitas vezes, não enxergam o que os olhos das crianças vêem.
                As palavras sábias, que muitas vezes não fazem tanto sentido à primeira vista, mas que algum dia farão (ou fizeram) na vida de cada pessoa que assistiu ao filme, nos abrem espaço para refletir sobre o que éramos quando crianças e por que mudamos quando ficamos adultos. Mudar, não no sentido de amadurecer, mas sim, no sentido de perder certos olhares, de questionar coisas simples, de amar e cuidar de coisas que para muitos servem apenas de enfeite, como uma rosa que é única entre todas as rosas porque é amada. De fato, é emocionante assistir um filme com tanta inocência e tantos ensinamentos.
                Se tratando de um filme um pouco antigo (1974), O pequeno príncipe traz um cenário muito simples, sem muitos efeitos especiais (alguns super especiais para a época) mas não deixa nada a desejar para os outros filmes. Os produtores  ousaram um pouco mais nos efeitos micro especiais dos pássaros que fazem uma corrente e carregam o pequeno príncipe para cima e para baixo. Isso basta para a magia do filme.
                Quem nunca assistiu esse clássico, deve assistir. O filme não é muito longo e muito menos cansativo. É necessário que se reflita após o filme, sobre algumas coisas nele ditas. E principalmente: não deixe de retornar à infância por apenas alguns minutos!

sábado, 25 de setembro de 2010

Shrek


Dreamworks, 2001.



 Por: Amanda Carvalho*



Baseado em um livro de William Steig (Shrek!, de 1990), o filme é um diferencial no mercado de filmes de animação. Shrek(me refiro ao primeiro da série –depois dele vieram: Shrek 2, Shrek Terceiro, Shrek Para Sempre, e o curta- metragem: Shrek no Natal;), chegou revolucionando o modo como se via os filmes infantins.

É a história de um ogro (ser feio, nojento e tido como perigoso) que vive em um pântano amedrontando todas as criaturas que ousam por lá passar. Até que chega um dia em que ele se vê cercado por personagens de contos de fadas e percebe sua calma e privacidade invadidos. Inconformado e aborrecido, expulsa todos. Mas fica sabendo que eles não têm onde ficar já que Lorde Farquaad decidiu exilar todos os personagens de contos de fadas do seu reino para a floresta. Como não pretende deixar sua paz pela insensatez de um lorde, vai ao encontro de Farquaad e com ele faz um acordo. Em troca de seu pântano como era, ele tem que levar ao Lorde uma princesa(Fiona) que está presa num castelo protegido por um dragão. Aí começa a aventura do ogro que leva o burro Donkey (na versão original) como acompanhante.

Muitos fatores fazem do filme um sucesso no mercado de filmes infantins. Faz referências engraçadas a clássicos da Disney (derrubando todos os seus esteriótipos de filmes desse gênero) e também a filmes famosos como Matrix. Também conta um vasto repertório de piadinhas, além de o ogro ser um personagem “sem frescura”, que inclusive arrota na frente da princesa que não se deixa intimidar e responde da mesma forma. Conta também com um repertório de músicas bem agitadas e modernas. Todos esses fatores fizeram do filme um agrado não somente para a faixa etária a qual se destina, mas também para muitos jovens e adultos que entendem certas piadas que certamente uma criança inocente não entenderia. Depois de dar muitas gargalhadas em frente à tela, nos perguntamos quais as influências que o filme pode ter no público infantil e despreparado para críticas. Talvez percebam que não se deve julgar os outros pela aparência , que se deve lutar pela própria privacidade, que não é preciso conter a vontade por hipocrisia da sociedade (pode ficar completamente à vontade ao assitir!).



Direção: Andrew Adamson e Vicky Jenson.

Roteiro: William Steig (livro), Terry Rossio (roteirista), Ted Elliot (roteirista).
Gênero: Animação gráfica, aventura, comédia, família, fantasia, romance.
Idioma original: Inglês.
Duração: 91 min.


Dublagem original:
Shrek - Mike Myers;
Donkey, o Burro - Eddie Murphy;
Princesa Fiona - Cameron Diaz;
Homem-Biscoito - Conrad Vernon;
Lobo- mau - Aron Warner;
Lorde Farquaad - John Lithgow;

Dublagem brasileira:
Shrek - Bussunda;
Burro - Mario Jorge de Andrade;
Princesa Fiona - Fernanda Crispim;
Homem- Biscoito – Gustavo Pereira;
Lobo- Mau – Luiz Carlos Persy;
Lorde Farquaad – Claudio Galvan.

Trilha sonora:
o All Star
o On the Road Again
o Friends
o Whipped Cream
o Escape
o My Beloved Monster
o You Belong to Me
o Hallelujah
o Try a Little Tenderness
o I’m a Believer
o Meditation
o Welcome to Duloc
o Bad Reputation
o I’m On My Way
o Merry Men
o Stay Home
o Best Years of Our Lives
o Like Wow!
o It is You (I Have Loved)




*Aluna de Letras, Licenciatura Francesa, Universidade Federal do Pará.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Shrek Terceiro

Por Meriane Neves Linhares.

Shrek Terceiro continua com muito humor e conseguimos rir em muitas cenas mas como a maioria das trilogias perde a força e termina um pouco melancólico. O filme tem um ritmo muito bom. Entretanto com muito menos piadas sarcásticas o que era uma das linhas dos outros filmes já que eles tiravam sarro de praticamente tudo. Esse Shrek tem até moral da história.

Mesmo desejando estar bem distante de “Tão Tão Distante” Shrek se vê obrigado, com a morte do rei, a assumir o trono. Sai então à procura do segundo na linha sucessora: Artie, um adolescente com problemas de auto-estima e precisa ainda convencê-lo a aceitar o trono. Para isso precisa usar seus peculiares dons paternais. É quando Fiona anuncia sua gravidez...Uma gravidez não muito desejada pelo pai que tem pesadelos com crianças. Bom, em tese o filme é destinado ao público infantil mesmo com um Shrek em crise com a paternidade.

Os personagens rotulados como maus não são bem aceitos na cidade e, tirando proveito deste fato ,o Príncipe Encantado faz um acordo com os vilões para que lutem em prol de seus interesses. Aproveitando-se da ausência de Shrek, invade o reino Tão Tão Distante, espalhando terror e medo.

Como todos os Shreks, há várias mensagens subliminares e diversas referências. Subverter personagens clássicos como as mocinhas da Disney: Cinderela (que no filme é um travesti de pernas cabeludas), Branca de Neve e Rapunzel de forma provocativa e engraçada são soluções para prender a atenção dos pais. A cena da Branca de Neve cantando e prestes a invadir o castelo é uma das melhores.

Shrek venceu o Oscar da categoria e é um tremendo sucesso. Sua trilogia tem faturado bilhões de dólares. Só o segundo filme tem a terceira maior biheteria da história nos Estados Unidos, atrás apenas de Titanic e Star Wars.

Apesar do avanço tecnológico o filme não conseguiu manter o pique e a força do primeiro. Entretento mesmo perdendo um pouco do encantamento ainda resta o prazer e magia de assistir à um desenho animado.

Título Original: Shrek Terceiro
Gênero: Animação

Duração: 93 min.

Ano: EUA - 2007

Distribuidoras: DreamWorks Distribution / Paramount Pictures / UIP

Direção: Chris Miller

Roteiro: Jeffrey Price, Peter S. Seaman e Jon Zack.

                                    Site Oficial: http://www.shrekterceiroofilme.com.br/


Postado por Meriane Neves Linhares 

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Geral - O URL do seu perfil

Geral - O URL do seu perfil

   Os Mercenários - Por Wilson Lobato da Silva
 
  Apesar das duras criticas que Sylvester Stallone fez ao Brasil, "No Brasil você pode explodir tudo e os brasileiros ainda pedem mais e no final ainda lhe dão um macaco de presente".
  O filme não apresenta grandes inovações, o que me chama a atenção é o fato de o filme ter sido filmado no Brasil. Algo que muitos cineastas gostariam muito de fazer.
  Os Mercenários 2010 é dirigido por Sylvester Stallone, que também paticipa da filmagem interpretando Barney Ross (um homem que nada tem a perder), o elenco é composto também por pessoas conhecidas Jet Li (como Yung Yang) e Dolp Ludgren (como Gunnar Jensen).
  Para quem não gosta de mesmice Os Mercenários já faz parte da lista o enredo um camarada cinico desprovido de emoções (Sylvester Stallone) e um grupo de homens dispostos a matar e morrer, se reunem para embarcar em uma missão de derrubar o general Gaza (David Zayas) o ditador assassino do pequeno pais ilha chamado Vilena, e acabar com a morte e destruição.
  Na ilha eles encontram uma aliada Sandra (Giselle Itie) - lutadora que guarda um segredo obscuro - A missão falha e eles deixam Sandra para trás.
  Barney atormentado convence a equipe a voltar a Vilena para resgatar Sandra e terminar o trabalho inacabado.
  Para quem já viu tantas explosões cenas de violência e tudo o mais que uma pelicula tem a oferecer Os Mercenários é mais um filme que depois de ser visto não vai deixar aquela impressão de "que coisa chocante", "maravilhoso", "quero ver de novo". Nada disso esta mais para um filme que vai para estante amaragar o esquecimento de quem não agradou sem deixar nem um rastro de saudade.

*Wilson Lobato da Silva/ é um critico observador de filmes/que adora o sincronismo sinfonico de uma bela melodia/os arranjos musicais encantam e a poesia transforma minh'alma. Aluno da Graduação em Letras 10121001201 Licenciatura em Lingua Francesa Ufpa.