terça-feira, 21 de setembro de 2010

THE OFFSPRING – RISE AND DOWN, RAGE AND GRACE


THE OFFSPRING – RISE AND DOWN, RAGE AND GRACE
por Rafael Alexandrino Malafaia*


Ao contrário dos seus contemporâneos/conterrâneos do Green Day, os californianos do Offspring seguiram uma carreira visivelmente linear, mesmo com as atividades paralelas dos principais integrantes do grupo (Dexter Holland é biólogo molecular e Noodles é engenheiro da computação).
Rise and Down, Rage and Grace, de 2008, é a prova disso. São 12 canções que provam que o velho Offspring de sempre ainda está aí, mesmo se aproveitando de algumas velhas fórmulas como a “baladinha de violão que depois fica pesada” (“Kristy, Are You Doing Okay?” e “Fix You”) e introdução de piano (como a introdução de “A Lot Like Me” – mas deixa quieto, uma vez o Bad Religion fez o mesmo na poderosa “Fields of Mars”, do New Maps of Hell, de 2007).
Todavia a rapidez rasgada de “Trust in You” (com os vocais sobrepostos de Dexter), a energia vibrante de “You’re Gonna Go Far Kid” e “Hammerhead” (que enganam no começo), a vontade de sair pulando de “Takes Me Nowhere” e com a faixa título (com um solo bem característico de Noodles), cantar junto em “Nothingtown”, Dexter falando durante a música em “Stuff Is Messed Up” (que tem um quê de AC/DC da fase Bon Scott, ainda citando “Rock in the Kasbah”, clássico do The Clash) trazem aquele sorrisão de “é isso que eu queria ouvir”, característicos de todos os álbuns anteriores. No entanto, as músicas apresentam elementos meio que não tão novos, como timbres de guitarras eu o modo de como as canções vão crescendo em si mesmas (o melhor exemplo é a já citada “Fix You”) e provando que o grupo não se permitiu ficar preso totalmente ao passado, ainda matendo o bom humor.
Pra concluir, Rise and Down... é para o fã da banda que cresceu junto com ela desde o debut homônimo, de 1989, e acompanhou todas as suas fases. Talvez o jovem que queira conhecer o quarteto a partir deste projeto deva ter a cabeça bem aberta para o álvum, além de esquecer esse “novo rock” de bandas como Restart e Cine, que sempre serão frustradas por não conseguirem nem copiar decentemente os mestres.
Rise and Down, Rage and Grace não chega nem perto do Smash (de 1994) e do Ixnay of the Hombre (de 1997). Se eles não se importam, temos mais é que começar a festa!


* Rafael Alexandrino Malafaia é leitor voraz de HQ’s e qualquer coisa sobre literatura fantástica, jogador e narrador de RPG, blogueiro do http://mundodoeuvadio.blogspot.com/, além de ser o contista e poeta mais pretensioso da história da literatura – além de aluno de Letras: Licenciatura em Língua Alemã na UFPA nos raros momentos de folga.

Nenhum comentário:

Postar um comentário